Publicado em: sexta-feira, 27 fev, 2026

Fazendo algo apenas por amor para não perder a criatividade

Criatividade, Destaque, Meus Pensamentos | 0 Comentários

Quando se trabalha com marketing e publicidade, principalmente com foco nas redes sociais como é o meu caso, ser criativo não basta, você precisa pensar estrategicamente. E estratégias mudam o tempo todo.

Cada hora o algoritmo é de um jeito diferente, o comportamento do consumidor muda, e parece que agora em 2026 está mudando mais do que nunca.

Para realizar um trabalho realmente incrível para os nossos clientes na Hiloou, eu e a Gabi, minha sócia, estamos reformulando várias coisas para que a experiência continue sendo a melhor possível.

Particularmente é incrível ver como estamos evoluindo como negócio, mas como uma pessoa criativa é curioso ver como hoje, atuando na direção criativa, não é como trabalhei lá no início quando ainda era designer. Hoje em dia é muito mais sobre estratégia do que sobre criatividade.

Isso não é necessariamente uma crítica ao mercado, é mais uma constatação. Eu não tenho nada contra a estratégia, na verdade acho lindo o processo de pensar nela também, mas onde fica nossa criatividade nessa história toda? O que vai acontecendo com ela?

Bem, eu acredito hoje que a resposta está em ter pelo menos um projeto que você faça apenas por amor, apenas pela criatividade te impulsionando. Isso não precisa ser trabalho, mas também pode se tornar se fizer sentido, o importante é ter pelo menos um lugar onde você tenha “liberdade criativa”.

Pelo menos um lugar onde a criatividade seja mais importante do que a estratégia. Onde você possa falar verdadeiramente sobre algo que ama, sem a cobrança de alcançar resultados monetários por causa disso.

Eu estou vivendo isso no momento, e vejo outras pessoas ao redor se beneficiando com isso também.

O que você está criando hoje para se sentir vivo?

No meu recesso de final de ano eu percebi que o que me faz sentir viva de verdade é criar. Todos os momentos que me fizeram sentir mais “empolgada” com algo em minha vida, estava criando algo novo.

Esses dias li um livro sobre autismo que tratava o hiperfoco autista como “entusiasmo”, e nada poderia fazer mais sentido do que isso. Uma pessoa entusiasmada faz algo com amor, e feliz pelo que está fazendo.

É assim que eu me sinto agora produzindo conteúdos sobre criatividade para o meu perfil. Entusiasmada. E as ideias nunca vieram até mim com tanta frequência, sinto que encontrei finalmente aquele tipo de conteúdo que eu realmente deveria estar fazendo.

Quer dizer que é fácil começar a criar conteúdo sobre um tema novo? De forma alguma. Eu comecei a falar sobre isso faz pouco tempo, mas já estou me sentindo cobrada para alcançar mais seguidores, mais engajamento e etc. No momento só tenho 4 curtidas garantidas: meu pai, minha mãe, minha irmã e meu namorado, hahahaha.

Eu sei que as coisas levam tempo, e que o algoritmo ainda está tentando entender para que tipo de público ele deve entregar meu conteúdo, mas é lógico que em um mundo de redes sociais a comparação e a cobrança sempre vão existir. Mas isso tudo não se sobressai à felicidade de estar fazendo algo que eu amo (ainda bem que eu faço terapia).

Criatividade pode ser independente de estratégia?

Eu estou acostumada a pensar de forma mais estratégica no meu trabalho, mas admito que no meu perfil eu escolhi o caminho de fazer tudo mais no “feeling”. Fiz só o que eu estava com vontade mesmo de fazer, mas aquela coisa de “basta ser autêntico” não funciona tão bem quanto dizem, não apenas isso pelo menos.

Não é querendo ter milhões de seguidores, mas para gerar conversas sobre alguns assuntos, é importante ter um público que se torne a “sua comunidade” e que quer conversar sobre os assuntos que você aborda.

Esses dias eu vi um post no LinkedIn do Thiago do Tira do Papel que falava sobre o fato de que quando somos crianças temos menos capacidade criativa do que quando adultos (temos mais repertório agora), mas que com o aumento da inibição na vida adulta acabamos por ter medo de colocar nossas ideias no mundo.

Mas a verdade é que mesmo que seu nível de inibição não seja o problema, para você criar para as redes sociais hoje em dia, você precisa “seguir as regras do algoritmo”, pelo menos essa é a realidade se você quiser criar um público do zero.

Eu não quero perder a minha personalidade por causa disso, hoje acredito que o segredo quando se cria conteúdo por hobby seja encontrar o equilíbrio entre criatividade e estratégia. Pelo menos é isso que eu quero tentar fazer.

Estrategista o suficiente para alcançar novos públicos, mas criativa o suficiente para não me esquecer de quem eu sou e o que quero comunicar com meu conteúdo. Eu estou no processo, e é importante lembrar sempre disso todos os dias para continuar persistindo.

Pelo menos no início acredito que essa seja a receita, mas tenho a esperança de algum dia apenas uma personalidade autêntica seja suficiente. Esse post que vi no Coolmmerce me dá um pouco de esperança para o futuro.

0 comentários

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pâmela Susan Ribeiro Sobre a Blogueira

Meu nome é Pâmela Susan

Tenho 30 anos, sou Publicitária e Empreendedora, autista apaixonada por moda, design e fotografia e tenho o blog Mundo de Susan como hobby para exercer algumas das minhas paixões e me expressar da minha forma.

Minhas Redes
Categorias
Twitter

Pin It on Pinterest

Share This